Passei a vida escrevendo. Mas nunca fui escritor. Vivo mais no mundos das ideias que no mundo real. Quando eu era criança, eu e meu primo escrevíamos gibis, eu desenhava porque amava desenhar, ele pintava porque eu odiava pintar. Fazíamos em folhas de sulfite, depois grampeávamos. Ficava tudo fora de ordem, a página 2 era a última, a 4 era a penúltima, só ficava certo o meio. Eu falava: “ainda bem que nunca vamos publicar isso”. A gente ria e guardávamos em uma caixa, mais uma história do Homem Aranha que eu já devia ter lido em algum lugar, mas achava que tinha criado.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Desculpem o transtorno, mas preciso falar que escrevi uma crônica! - por Rafael Lima
Passei a vida escrevendo. Mas nunca fui escritor. Vivo mais no mundos das ideias que no mundo real. Quando eu era criança, eu e meu primo escrevíamos gibis, eu desenhava porque amava desenhar, ele pintava porque eu odiava pintar. Fazíamos em folhas de sulfite, depois grampeávamos. Ficava tudo fora de ordem, a página 2 era a última, a 4 era a penúltima, só ficava certo o meio. Eu falava: “ainda bem que nunca vamos publicar isso”. A gente ria e guardávamos em uma caixa, mais uma história do Homem Aranha que eu já devia ter lido em algum lugar, mas achava que tinha criado.
sábado, 9 de agosto de 2014
Palestra Nerdosofia: A Origem dos Androides
A primeira palestra do Nerdosofia foi realizada no dia 09 de agosto de 2014, no Mercado Municipal de Arapongas, espaço Gibiteka. Como tema inicial, escolhemos A Origem dos Andróides, ministrada pelo Professor de História José Juarez de Almeida. Contamos com a presença de vários amigos e interessados no universo dos autômatos, desenvolvendo, assim, um debate democrático de ideias. A seguir, alguns pontos destacados na palestra:- Etimologia da palavra andróide
- Autômatos na cultura grega antiga
- Talos, o autômato de bronze
- Robot Humanóide de Leonard Da Vinci
- Golem e a mitologia judaica
- Homem da Areia, de E.T.A. Hoffmann
- Isaac Asimov
- O filme Eu, Robô
- Animismo nas religiões como referência paralela aos autômatos
- O filme Blade Runner
- O filme A.I, - Inteligência Artificial
- O Monstro de Frankenstein
- Os andróides do anime Dragon Ball
- O filme e livro Guia do Mochileiro das Galáxias
- Consciência e linguagem
- O filme Alien, O Resgate
- Platão e uma suposta reprovação do autômato
- Star Trek e Data
- O filme O Homem Bicentenário
- Transformers
- Robocop não é um andróide
Fotos do evento:
domingo, 20 de julho de 2014
A Arte de Pawel Kuczynski - por André Alves
Pawel
Kuczynski(1976-Szczecin,Polônia) é formado em Artes pela Academia de Belas Artes
de Poznans. Seus trabalhos são conhecidos desde meados de 2004. O que realmente
destaca este artista é a sua temática e forma de expressar sua arte. Seus
trabalhos estão sempre relacionados às mazelas e contradições humanas, tudo isso
misturado com um leve sarcasmo que não é imperceptível nem pro mais desatento
observador.
Em tempos tão mecânicos e televisivos, onde somos constantemente bombardeados por noticias rápidas que não nos permitem fazer a devida reflexão sobre tal, somos levados a um imediatismo onde imagens falam muito mais do que artigos. Ainda assim conseguimos achar artistas como Pawel que conseguem nos fazer refletir de maneira própria, de acordo com nossa visão de mundo e não a do artista por si só. Nota-se que não está em busca de sua concordância,mas consegue causar a devida reflexão sobre os paradigmas que nos rondam,sejam eles em noticias de jornal ou em nossas próprias ações.
Em tempos tão mecânicos e televisivos, onde somos constantemente bombardeados por noticias rápidas que não nos permitem fazer a devida reflexão sobre tal, somos levados a um imediatismo onde imagens falam muito mais do que artigos. Ainda assim conseguimos achar artistas como Pawel que conseguem nos fazer refletir de maneira própria, de acordo com nossa visão de mundo e não a do artista por si só. Nota-se que não está em busca de sua concordância,mas consegue causar a devida reflexão sobre os paradigmas que nos rondam,sejam eles em noticias de jornal ou em nossas próprias ações.
“São os novos temas imortais e atemporais da
Arte”
Pawel Kuczynski
quarta-feira, 25 de junho de 2014
A Morte nas HQs
| Homem-Aranha não consegue impedir o assassinato de sua namorada, Gwen Stacy. |
| Rorschach encara sua morte como uma virtude diante da possibilidade de se corromper |
| O câncer e a angústia de Constantine |
Nossa contemporaneidade possui seus próprios mitos. As HQs são um exemplo. Desde os primórdios, tem se mostrado como um ótimo veículo para expressar reflexões, dúvidas, contestações e mais uma série de sentimentos mestrado pelo artista, que, assim como a música e a poesia, imprime os afetos do homem sobre sua existência. Personagens de quadrinhos também se angustiam com a morte. Abaixo, algumas situações nos comics:
| Thanos ao lado de sua amada, a Morte |
| A postura lúcida do Capitão Mar-vell: de aceitar sua própria finitude. |
Superman já teve sua vida interrompida nas mãos do, até então desconhecido, Apocalipse.
Jason Todd, o segundo
Robin, assassinado pelo Coringa.
| A morte de Robin foi anunciada após uma enquete, nas terras ianques, onde oferecia ao leitor a escolha de matar ou deixar viver o mais famoso dos sidekicks. |
A personificação carismática e atraente da morte, por Neil
Gaiman, em Sandman.
| Em contraponto com a figura medieval, um esqueleto com foice, a Morte é retratada, aqui, com uma roupagem dark wave. |
Flash desintegrado ao tentar salvar nosso universo da antimatéria.
![]() |
| Na época, um grande impacto entre os leitores. Até então, era incomum encontrar a morte de personagens de primeiro escalão nas HQs. |
O dínamo propulsor para inserir Bruce Wayne na sombra do morcego: presenciar o assassinato dos pais.
| A morte como ferida traumática na família. |
A namorada do Demolidor, Elektra, morta por um dos seus piores inimigos.
| A morte como ato de crueldade. O homem como lobo do próprio homem. |
| A HQ "A Morte do Super-Homem" é um dos grandes exemplos de estratégia de vendas por parte das editoras. |
Independente das intenções editoriais, ao lidarem com a morte, os
personagens nos oferecem uma afinidade com nossa natureza. Os “gibis”,
inofensivos por muitos, podem nos servir de espelho, nos conduzindo à
experiência de nossas possibilidades existenciais, tanto no aspecto reflexivo
ou catártico. Afinal, encarar a finitude de nossas vidas é o passo essencial para
o filosofar.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Curiosidades sobre a primeira história dos X-Men - por Marcus Farrapo
As bancas, às vezes, se jogam no despreocupado percurso dos adultos consumidores de HQs. Para minha surpresa, os X-Men reluziram na prateleira entre tantas revistas. Trata-se da publicação das primeiras histórias dos mutantes, desde seu surgimento em 1963, nas mãos de Stan Lee e Jack Kirby, pela Panini Comics, numa edição caprichada, acompanhada de um box para guardar mais três revistas com clássicas aventuras dos X-Men. Como capa, a famosa número um.Relendo a primeira história, me deparei com algumas curiosidades sobre a gênese das revistas mutuna-marvetes. Eis algumas:
- O Homem de Gelo possuía uma aparência "cremosa", mais próxima de um boneco de neve, calçado de botinhas.
- Ciclope era chamado carinhosamente de "magrão" pelos colegas de grupo.
- O professor Xavier especula ser o primeiro mutante brotado na face terrestre.
- O professor Xavier é chato. Dá bronquinha com ameaças nos seus pupilos durante as páginas.
- O professor Xavier é foda. Controla uma aeronave à distância com os poderes telepáticos.
- A recém-chegada de Jean Grey (batizada de Garota Marvel), causa estrondo no coração dos meninos do Instituto Xavier. Todos querem tirar uma casquinha da barbie mutante.
- Magneto não gesticulava as mãos para manipular objetos magneticamente. Bastava um pensamento para que, da sua cabeça, irradiasse seu poder.
- Fera, sem pelos, com um temperamento próximo do Coisa, do Quarteto Fantástico.
- Apesar da capa mostrar um Anjo munido de uma bazuca na investida grupal contra Magneto, nas páginas, sequer empunha um canivete.
- Existia vida mutante na Marvel sem a centralizadora presença de Wolverine.
terça-feira, 10 de junho de 2014
O efeito catártico dos super-heróis – por João Paulo Rodrigues
Muitos se perguntam por que, após uma boa leitura de uma HQ ou ao final de um bom filme de super-heróis, nós nos sentimos mais revigorados e/ou cheios de ideias novas para nossas ações cotidianas, como, por exemplo, sermos mais responsáveis em nossas ações após um dos conselhos mais famosos do mundo dos super-heróis, dito pelo tio Ben para Peter Parker:
Está certo que Peter não se deixa convencer pelo conselho do
tio Ben em um primeiro instante, ao usar seus poderes para benefício próprio e
não ajudar que lhe pediu auxilio por pura e simples vingança.
Aristóteles, em seu livro A Poética, diz que a arte provoca no homem uma catarse (purificação). Assim, ao contemplarmos uma obra de arte (no
caso um filme ou uma HQ de super-heróis, lembrando que a HQ como uma arte foi
muito bem relatada em “HQs: Uma Arte? – por Marcus Farrapo”), aprendemos coisas
novas e conceitos universais que nos fazem ser melhores, já que sentimos
vontade de deixar de errar, de fazermos coisas mais elevadas e de ajudarmos os
outros.
Já
Kant, no livro Crítica da Razão Prática,
nos apresenta o famoso imperativo categórico “agir como se meu comportamento
pudesse se tornar regra universal”, além de um outro imperativo categórico não
menos importante “tratar o ser humano como fim de minha ação e não como meio
para ela”.
Mas calma jovem Padawan, não estou lhe dizendo pra vestir um
collant e uma máscara e sair pelas ruas combatendo o crime, o que quero dizer
aqui é que as boas ações dos super-heróis que lemos ou assistimos servem, ou
deveriam servir, para nos purificar, para nos mostrar que podemos ser melhores
do que já somos, nos utilizando dos atos feitos pelos super-heróis como máximas
universais a serem seguidas sempre, já que devemos ajudar uns aos outros e
tratar a todos como fim em si mesmos, mesmo que essas ações éticas sejam as
mais simples de serem realizadas.
Sendo assim, deixe nos comentários, caso queira, alguma
passagem de uma HQ ou de um filme que o purificou e que você utiliza como uma
máxima a ser seguida em seu dia-a-dia.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Teste seu Nerdismo - por Sammis Reachers
Elaboramos um breve questionário para adentrar as almas e descobrir e avaliar os nerds de
verdade! Vamos lá, nós queremos saber suas preferências! Preencha o
questionário e publique
sua lista na seção de comentários. Bem-vindo a bordo!
Livro (1):
Escritor (1):
Personagem de História em
Quadrinhos Marvel (2):
Personagem de História em
Quadrinhos DC (2):
Anime / Mangá (2):
Personagem História em
Quadrinhos Mixagem (qualquer editora nacional ou estrangeira – 2):
Game (2):
Seu filme ‘cult’ (1):
Diretor de cinema (2):
Série de TV (1):
Estilo musical (1):
Música (1):
Cantor ou banda (2):
Clipe musical (1):
Pensador / filósofo (1):
Cientista (1):
Herói / explorador /
revolucionário / aventureiro da vida real (1):
Uma comida nerd (1):
Pintor (1):
Saca um pouco de
Fotografia? Um fotógrafo (1):
Brinquedo (1):
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